O quase é só um ponto de interrogação infinito
O quase não termina. Ele ecoa. É a palavra que ficou presa na garganta, o gesto interrompido, a coragem que chegou atrasada. O quase não precisa de muito para e...
O quase não termina. Ele ecoa. É a palavra que ficou presa na garganta, o gesto interrompido, a coragem que chegou atrasada. O quase não precisa de muito para e...
Sinto tudo com intensidade demais. Pequenas coisas permanecem, ganham peso, ocupam espaço.
O luto emocional não é sempre uma experiência inédita, quando se repete, ensina.
Prefiro ficar chateado com a verdade do que magoado pela mentira. Doía menos saber.
Um tipo de presença que acolhe, resolve, protege. Nesse espaço, construiu-se uma sensação rara: segurança.
Ciclos interrompidos deixam uma sensação estranha: não é exatamente perda, nem exatamente fracasso.
Este ano obrigou-me a olhar para mim com uma honestidade que eu adiei durante muito tempo. Não foi um processo linear e nem sempre foi confortável.
Crescemos num mundo onde falar é importante, que expressar opiniões é saudável, que “quem se cala consente”. Mas não se fala de quem comunica de outra forma.
Um dia notamos que já não reagimos com a mesma pressa. Conseguimos escolher melhor onde colocar a nossa energia e sermos conduzidos pela nossa consciência.
Recomeços exigem coragem, mas exigem, principalmente, energia: a energia de se despedir do que já não serve e de enfrentar o desconforto do desconhecido.